domingo, 9 de agosto de 2009


Os praticantes da equoterapia, a diretoria e os terapeutas desejam a todos os pais um:
FELIZ DIA DOS PAIS!!

domingo, 26 de abril de 2009



Nós da Associação Centro de Equoterapia Santa Terezinha desejamos a todas as mães muita paz e felicidade!

terça-feira, 17 de março de 2009




QUER SER UMA PRATICANTE?

Nosso endereço:Rodovia Ubá-Tocantins. Ao lado do Ginásio São José. Ubá-MG.

Nossos telefones: (32)35410304 (Tania) (32) 35323437 (Fábio)/ (32) 35311389 (Emiliana).


ESPERAMOS POR VOCÊ!!!

domingo, 8 de março de 2009

Normas para Publicação da Associação Centro de Equoterapia Santa Terezinha (ACEST)

QUER PUBLICAR SEU ARTIGO?
Nos envie seu artigo para o e-mail cequoterapia@yahoo.com.br, seguindo as seguintes normas:


Normas para Publicação da Associação Centro de Equoterapia Santa Terezinha (ACEST).
Os materiais recebidos serão avaliados por nossa equipe de terapeutas ocupacionais e analisados quanto a qualidade, originalidade, inovação, contribuição para a equoterapia nas diversas especialidades e adequação da ACEST.

Seções Disponíveis para Publicação:
  • Monografia - Descrição sucinta de monografias. De acordo com as normas da ABNT.

  • Artigos – A ACEST aceita artigos somente em português. Formatação dos artigos:Autor (es) - O nome do(s) autor(es) deverá vir logo abaixo do título do artigo, seguido da instituição a que pertence, email e endereço para contato.Data - abaixo do nome dos autores, o artigo deverá incluir com clareza a data em que foram escritos e/ou atualizados (revisados) pelos autores pela última vez.Resumo - Os artigos devem vir acompanhados de resumo em português (opcionalmente também em inglês ou espanhosl). Palavras-chave - Os autores devem apresentar de três a cinco palavras-chave, expressando o conteúdo do trabalho. Títulos - devem trazer em maiúscula somente a inicial da primeira palavra, a não ser em caso de nomes próprios. Se a obra tiver subtítulo, este é separado do título por dois pontos. De acordo com as normas da ABNT.

Os artigos enviados não serão devolvidos. A publicação implica a cessão integral dos direitos autorais a ACEST. Não haverá nenhuma forma de remuneração aos autores. Ao enviar material para publicação os autores estão concordando com as normas de publicação da ACEST.

A intervenção terapêutica ocupacional, no contexto equaterápico em crianças com Síndrome de Down.

A intervenção terapêutica ocupacional, no contexto equaterápico em crianças com Síndrome de Down.

A Síndrome de Down (SD) é um acidente genético de causa desconhecida, que ocorre aproximadamente a cada um ou dois nascimentos em mil, sendo conhecida como a Trissomia do Cromossomo 21, isto porque, cada célula do indivíduo possui 46 cromossomos divididos em 23 pares. Logo, neste caso o indivíduo com esta síndrome, no seu par de números 21, possui um cromossomo a mais resultando em 47 cromossomos1. Ë caracterizada, por uma história natural e aspectos fenotipicos bem definidos, sendo causado pela ocorrência de três cromossomos 21 (trissomia), um a mais do que o normal na sua porção fundamental (BARRETO, et al, 2007).
A síndrome de Down é uma desordem genética que pode causar deficiência mental, sendo leve, moderada ou severa, também conhecida como trissomia 21 ou mongolismo. Dentre as características clínicas apresentadas pela Síndrome de Down pode-se destacar: atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, hipotonia muscular, déficit na coordenação motora; déficit no equilíbrio (BARRETO, et al, 2007).
Equoterapia é considerada como um conjunto de técnicas reeducativas que agem para superar danos sensoriais, motores, cognitivos e comportamentais, utilizando para isto, atividade lúdico-desportiva, tendo como meio o cavalo (MACHADO, 2001).
A função do Terapeuta Ocupacional na equoterapia é analisar esta atividade com o propósito de objetivar o processo interventivo a ser usado, além de facilitar, estimular e mediar à relação terapêutica, buscando a codificação e o significado nas diferentes experiências, permitindo assim, ao praticante, aprender novas tarefas de forma eficiente (GONÇALVES, 2008).
Quando uma criança nasce com algum tipo de deficiência ou apresenta alguma complicação na infância, passa por inúmeros profissionais da saúde sendo submetidas a exames, atendimentos e intervenções vistos como invasivos e traumáticos, quando seu aparato intra-psíquico ainda se encontra em formação, com poucas condições de elaboração de suas vivências (FERRARI, 2003).
Segundo Vash (1988) a pessoa portadora de deficiência experimenta uma sensação de perda das habilidades funcionais, quando esta é adquirida.
Kovács (1997) acrescenta que na deficiência adquirida estão associadas às vivências de morte em vida, mudanças corporais, desfiguramento, alterações na potencionalidade de realização do sujeito na vida pessoal e profissional podendo implicar situações semelhantes ao processo de perda por morte, citadas por Kubler-Ross (1969) como choque, negação, raiva, barganha, depressão (compreensão da dimensão da perda) e aceitação (possibilidade de convivência com a deficiência).
A deficiência afeta o desenvolvimento, a aprendizagem, as relações familiares e a organização dinâmica da personalidade (FERRARI, 2003).
Para Kassar (2000) é grande o estigma referente às pessoas com deficiência, independente das potencialidades individuais, pois há idéia de incapacidade e invalidez, comprometendo a possibilidade de realização profissional, afetiva, educacional e política.
AJURIAGUERRA (2005, p. ) esclarece que:

“O desenvolvimento afetivo de crianças portadoras de paralisia cerebral está alterado devido as dificuldades pessoais em adquirir conhecimentos, dificuldades para se relacionar, necessidades afetivas de sentir a confiança da família e do meio, ser considerado pelas pessoas, receber e dar afeto, sentir-se segura em um ambiente estável.”

Quando a criança é vítima de preconceito há alteração na relação consigo mesma, com os outros, na escola, criando expectativas quanto às capacidades ou exigindo desempenho fora de suas potencialidades, ficando limitada e assim, não pode conhecer e explorar o mundo. (FERRARI, 2003)
Os princípios da atividade equoterápica deve se basear em fundamentos técnico-científicos, sendo que o atendimento equoterápico só poderá ser iniciado mediante parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. (FERRARI, 2003)
As atividades equoterápicas devem ser desenvolvidas por equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar, que envolva o maior número possível de áreas profissionais nos campos da saúde, educação e equitação.As sessões de equoterapia podem ser realizadas em grupo, porém o planejamento e o acompanhamento devem ser individualizados (ANDE-BRASIL)
Para acompanhar a evolução do trabalho e avaliar os resultados obtidos, deve haver registros periódicos e sistemáticos das atividades desenvolvidas com os praticantes, como: A ética profissional e a preservação da imagem dos praticantes de equoterapia devem ser constantemente observadas; o atendimento equoterápico deve ter um componente de filantropia para que possa, também, atingir classes sociais menos favorecidas, para não se constituir em atividade elitizada. (ANDE-BRASIL)
A segurança física de o praticante dever ser uma preocupação constante de toda a equipe, tendo em vista o comportamento e atitudes habituais do cavalo e às circunstâncias que podem vir a modificá-los, como por exemplo, uma bola arremessada ou um tecido esvoaçando, nas proximidades do animal pode assustar o cavalo. A segurança do equipamento de montaria, particularmente correias, presilhas, estribos, selas e manta devem ser verificados, além da vestimenta do praticante, principalmente nos itens que podem trazer desconforto ou riscos de outras naturezas. O local das sessões não pode ter ruídos excessivos ou anormais, pois poderá assustar os animais. (MATTOS, 2007)
Texto extraído: PIMENTA, J.B. A Intervenção Equoterápica em Criança com Síndrome de Down. Monografia (Graduação em Terapia Ocupacional)- Faculdade de Minas. Muriaé, 2008. (p. 18-20)

Equoterapia e atividade Cinesioterapêutica

Texto extraído: PIMENTA, J.B. A Intervenção Equoterápica em Criança com Síndrome de Down. Monografia (Graduação em Terapia Ocupacional)- Faculdade de Minas. Muriaé, 2008. (p. 14-17)

2.2. Equoterapia e atividade Cinesioterapêutica

A terapia otimizando o cavalo proporciona uma variedade de estímulo fáceis de serem percebidos. A estimulação tátil dá-se através do contato direto com o cavalo, quer seja sobre o cavalo, ou em terra, tocando e acariciando as diferentes partes do cavalo, o dorso, a traseira, as crinas, o pêlo. Desse modo pode-se pensar na grande variedade de estímulos visuais, auditivos, proprioceptivos que ocorrem na Equoterapia. (FERRARI, 2003).

Segundo WICKERT, (1999) apud FERRARI, (2003, p. )
“O cavalo apresenta três andaduras naturais e instintivas: o passo, trote e galope. O trote e o galope são andaduras saltados, ou seja, há um tempo de suspensão em que o cavalo não toca com seus membros no solo. Por isso, seu esforço é maior, seus movimentos são mais rápidos e mais bruscos, exigindo do cavaleiro mais força para segurar e maior condicionamento para acompanhar o movimento do cavalo. Estas andaduras são utilizadas apenas em praticantes com estágio mais avançado.”

O passo é a andadura mais utilizado na primeira fase do tratamento, pois é uma andadura rolada ou marchada, ou seja, sempre existem membros em contato com o solo, sempre se produz no mesmo ritmo e na mesma cadência, e entre o elevar, o pousar de um membro, ouvem-se quatro batidas distintas e compassadas (4 tempos). É também um andadura simétrica e a mais lenta, o que produz reações menores e mais duradouras sobre o praticante permitindo uma melhor observação e análise por parte da equipe que acompanha o praticante. (FERRARI, 2003).
A principal característica é que o passo produz no cavalo e transmite ao cavaleiro uma série de movimentos seqüenciados e simultâneos, os quais resultam em um movimento tridimensional, ou seja, no plano vertical, produz um movimento de cima para baixo, no plano horizontal, um movimento para a direita e para a esquerda, segundo o eixo transversal do cavalo e segundo seu eixo longitudinal, um movimento para frente e para trás. Este movimento é completado com pequena torção da bacia do cavaleiro que é provocada por inflexões laterais do dorso do animal (Ibid, p. ).


A mecânica do movimento natural do cavalo faz com que ele desloque seus quatro membros sempre na mesma seqüência, ou seja, inicia o seu deslocamento pelo anterior direito (AD), em seguida o membro posterior esquerdo (PE), depois o anterior esquerdo (AE), e logo após o posterior direito (PD), assim, chega, novamente, ao anterior direito, iniciando um novo passo em seu deslocamento (ANDE-BRASIL, 2000).

2.2.1 Eixo transversal (movimento látero-lateral)

Nesta movimentação a anca do animal é projetada para frente, promovendo uma flexão lateral da coluna do animal. O cavalo executa uma inflexão para o lado contrário com seu pescoço, mantendo a parte da coluna que fica sobre suas espáduas (anteriores), solidária com a coluna. Isto provoca uma inflexão da coluna, tornando-a um arco em torno do posterior que está para frente e desloca o ventre do cavalo para o lado oposto. Assim, conforme as mudanças de passos, como por exemplo, o cavalo coloca o membro posterior direito (PD) à frente, ocorrerá um deslocamento da coluna vertebral para o lado esquerdo (ANDE-BRASIL, 2000).


Este movimento é produzido pelas ondulações horizontais da coluna vertebral do cavalo, que se estende desde a sua nuca até a extremidade da sua cauda. Estas ondulações são produzidas e executadas de maneira simétrica em relação ao eixo longitudinal do animal. O grau de flexibilidade do cavalo tem influencia direta sobre sua andadura. Quanto maior for à flexibilidade da coluna, maior será a amplitude de seus movimentos, e mais suave será a sua andadura e quanto maior for a amplitude do movimento maior será o passo do cavalo e em conseqüência, maior será o deslocamento lateral do ventre (Ibid, p. 30).

2.2.2 Eixo longitudinal (movimento ântero-posterior)

Iniciando o movimento pela distensão do posterior direito, o cavalo provoca desequilíbrio, deslocando seu corpo para frente e para a esquerda. Para retomar seu equilíbrio, o cavalo alonga seu pescoço, abaixa a cabeça e avança o anterior esquerdo para escorar a massa que se desloca. E quando toca o solo com o anterior esquerdo, freia o movimento para frente, provocando um desequilíbrio também para frente, no praticante. Neste momento o cavalo levanta a cabeça e com este movimento detém o deslocamento do cavaleiro para frente, facilitando o avançar do posterior direito. A anca do lado direito avança e abaixa colocando-se em baixo do cavaleiro, sustentando o seu peso e trazendo-o novamente para a trás, ajudando-o a retomar o equilíbrio. Na seqüência, o posterior esquerdo distende-se e empurra o cavalo para frente e para a direita. O movimento se sucede quando o anterior direito toca o solo, nova freada, novo desequilíbrio, e com o avançar do posterior direito, nova retomada do equilíbrio e conseqüentemente deslocamento para a trás (ANDE - Brasil, 1999 p.33).
No movimento do plano vertical percebe-se a ocorrência da elevação e rebaixamento do corpo do cavalo. Com a movimentação do animal, quando este abaixa o pescoço, a coluna vertebral será elevada, e quando o pescoço é elevado à coluna vertebral é rebaixada. Dessa forma, a movimentação longitudinal deverá ser acompanhada pelo praticante. (ANDE- BRASIL, 1999)
Assim, enquanto um membro posterior está se estendendo para impulsionar o animal para frente, o outro está se deslocando para frente afim de sustentá-lo. Quando os membros posteriores estão nesta posição, o vértice do ângulo por eles formado, com a garupa do animal está em seu ponto mais baixo. (Ibid, p. 34)
Com a continuidade do movimento, o posterior que está a frente se estende e, com isso, eleva a garupa ao transpô-la sobre o seu ponto de apoio, depositando-a novamente à frente numa posição mais baixa. Este deslocamento se produz durante o movimento de cada um dos posteriores. Quanto mais para baixo do corpo o cavalo coloca o seu membro posterior, maior é o abaixamento da garupa, aumentando e acentuando o movimento vertical (comparação a uma roda denteada) (Ibid, p.34).